Blog  ·  10/06/2022

Metodologias ativas de aprendizagem nas escolas: como funciona?

A tecnologia revolucionou todo o sistema escolar, atualizando conceitos e ajudando professores e alunos a encontrarem novas formas de aprender e ensinar. Nesse cenário, as metodologias ativas de aprendizagem descentralizam o papel do professor e colocam os alunos como agentes ativos na sala de aula.

Isso só é possível devido ao uso de tecnologias que surgiram há poucas décadas e revolucionaram o acesso à informação. Com isso, os alunos podem desenvolver conhecimentos de uma nova maneira, fugindo dos modelos mais tradicionais.

Mas como funcionam na prática as metodologias ativas de aprendizagem? Qual o impacto na vida dos alunos e no ambiente escolar? Além do mais, quais atividades se encaixam nesse modelo tão inovador? Nós explicamos para você a seguir:

Leia também: O que são atividades complementares na escola?

O que são as metodologias ativas de aprendizagem?

Tradicionalmente, o ensino nas escolas tem como elemento principal o professor. Ele detém o conhecimento e parte dele toda a base de explicações e conceitos importantes de uma matéria específica.

Ou seja, o aluno assiste passivamente à exposição de conteúdos, ouvindo e escrevendo tudo vindo do professor. Porém, as metodologias ativas de aprendizagem surgem com a intenção de dar mais autonomia ao aluno.


Como exemplo, podemos pegar os estudos do psiquiatra William Glasser, que estudou por anos as melhores maneiras de compreender conteúdos escolares. Com isso, ele desenvolveu a pirâmide da aprendizagem, um gráfico com a capacidade de ilustrar como cada método é assimilado pelo aluno.

De acordo com a teoria, os alunos aprendem cerca de:

➡️ 10% lendo;

➡️ 20% escrevendo;

➡️ 50% observando e escutando;

➡️ 70% discutindo com outras pessoas;

➡️ 80% praticando;

➡️ 95% ensinando.


Dando poder ao aluno

Como se percebe, a base da pirâmide mostra como os estudantes assimilam melhor os conceitos quando falam e praticam. Ou seja, ao tomarem as rédeas da situação e atuarem de forma mais ativa, compreendem mais facilmente as matérias.

Por isso, a ideia principal das metodologias ativas de aprendizagem é descentralizar a presença do professor e mostrar ao aluno como buscar ativamente o conhecimento. Um exemplo claro são os famosos “seminários”. Ali, o estudante pesquisa, desenvolve e passa o conhecimento aos colegas.

Com isso, o papel do professor se transforma. Ele se torna mais um mediador, orientando e conduzindo os estudantes. Não à toa, muitas escolas têm optado por utilizar essa metodologia.

Benefícios das metodologias ativas de aprendizagem

Já dá pra imaginar algumas vantagens desse modelo, não acha? Pense conosco: se damos aos alunos as ferramentas tecnológicas para pesquisar e aprender, criamos pessoas mais autônomas e proativas. Claro, a orientação do professor é essencial, mas esses são alguns dos benefícios mais claros.

Outros são:

➡️ Enxergar o aprendizado como algo tranquilo;

➡️ Os alunos adquirem mais confiança;

➡️ São protagonistas do seu aprendizado.

➡️ Tornam-se capazes de resolverem problemas;

➡️ Tornam-se profissionais mais qualificados.


O que são exemplos de metodologias ativas?

Existem diversas abordagens. Muitas delas dependem do acesso à tecnologia, sejam máquinas ou computadores. Apesar disso, a base se mantém: o aluno deve ser mais propositivo, realmente buscar desenvolver por ele mesmo. Vamos ver alguns exemplos?

Gamificação

Trata de uma metodologia ativa, onde os jogos auxiliam na aprendizagem. Basicamente, esse modelo traz para o ensino elementos comuns de videogames, como desafios, regras e storytelling.

Com isso, os alunos são apresentados a problemas e devem resolvê-los individualmente ou em grupo, utilizando os recursos dos games.

Sala de aula invertida

Aqui vemos as metodologias ativas de aprendizagem na prática. O educador expõe qual será o conteúdo, mas deixa os alunos pesquisarem sobre o assunto em casa.

Após isso, os estudantes levam o tema aprendido à sala de aula, para sanar possíveis dúvidas. Com isso, a sala de aula invertida dá aos estudantes a autonomia do conhecimento, sendo completamente ativos.

Espaço Maker

Uma outra maneira de usar a metodologia ativa é por meio da Cultura Maker, baseada nos princípios do do it yourself, em português “faça você mesmo“.

Na Cultura Maker, são utilizadas várias ferramentas, desde manuais até tecnológicas, as quais permitem o desenvolvimento de produtos e peças artesanais. Para isso, é preciso de instrumentos específicos, como cortadoras a laser e impressoras 3D.

Com isso, os alunos põem em prática conhecimentos vistos em sala de aula e desenvolvem projetos próprios. Além disso, esse modelo pode compor as atividades complementares de uma escola, que são muito importantes na grade curricular do aluno.


Ainda assim, para ter acesso à Cultura Maker é preciso ter um espaço destinado a essas práticas, como o Sala Maker. Nela, estão todos os equipamentos desenvolvidos pela Due Laser, com a intenção de potencializar os conhecimentos do aluno de forma segura e fácil.

Ter um Espaço Maker em uma instituição de ensino é colocar em prática as metodologias ativas de aprendizagem, pois, além de desenvolverem projetos próprios, os alunos engajam mais nas atividades propostas e ficam cada vez mais conectados com inovações e equipamentos.

Let's Due It!

Leia também: 5 coisas para saber antes de comprar uma máquina de corte e marcação a laser

Gostou do texto? Continue aqui no blog e não deixe de nos acompanhar nas redes sociais e conferir outros conteúdos exclusivos! Estamos no Facebook, Instagram e no YouTube.

POSTS RELACIONADOS